terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Despedida

Meus queridos leitores, resolvi mudar para o wordpress para facilitar a minha vida. Este blog não será desativado, meus textos antigos sempre estarão aqui para vocês matarem a saudade. Mas, a partir de hoje, estarei escrevendo no:

www.douceetfurieuse.wordpress.com

Douce et Furieuse em bom português, eis o título do meu novo blog. Espero vocês lá!

Um agrande abraço!

Duce ê furriése

Duce ê furriése
Para nunca mais o leitor ter dúvidas. É assim que se fala o nome deste blog. Porque, o problema não é não saber falar francês, e sim nunca ter sido orientado a saber como se fala. Que nem aqueles nomes que nos deixam de cabelo em pé: Álan ou Alân? Máira ou Maíra? Páula ou Paôla? E por aí vai… fora os sobrenomes esquisitos. Conheci uma menina cuja sobrenome era Soyaux. E eu, no auge da minha 5ª série, não entendia porque diabos tinha que pronunciar “suaiô”. Pra mim, a verdade era e sempre seria “soiaucs”.

Douce et furieuse (duce ê furriése, para soar mais convidativo aos brasileiros) significa “meiga e furiosa” em francês. E por que diabos uma pronúncia tão esquisita?

Porque “ou” tem som de “u”. Em “et”, você não fala o “t”. O “r” sempre terá som de “rr” e você simplesmente ignora o “u” em “euse”. Douce et furieuse, Duce ê furriése.

Espero que ninguém mais me xingue quando eu for divulgar meu blog por aí.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Protesto contra os que falam mal do Senado

Eu odeio que as pessoas falem que servidor público não trabalha. Porque eu trabalho, e muito. Dentro do da TV Senado e fora dela. Odeio quando falam que os servidores do Senado são marajás. Eu levo uma boa vida, mas sem luxos e desperdícios. Odeio quando as pessoas diminuem meu trabalho, para exaltar o delas. Você não é melhor que eu porque você trabalha de dez a doze horas por dia. Alguns tem inveja e gostariam de estar no meu lugar, por isso me diminuem e diminuem a importância do meu trabalho. Meu jornalismo é chapa branca só porque eu não ataco a instituição na qual eu trabalho? Quero ver um repórter da Globo falar mal da emissora na própria matéria. Meu trabalho é menos importante só porque eu não sou jornalista? Tem jornalistas que nunca farão o meu trabalho com a qualidade com a qual eu o executo. Servidor do Senado trabalha pouco? Só se você nunca parou para acompanhar um dia de trabalho nosso: uma cobertura das reuniões das comissões, da presidência, da sessão plenária. Você nunca viu a produção de um Repórter Senado, ou da cobertura de um processo eleitoral.

Eu quero que o meu trabalho seja respeitado. Não quero ser tratada como bandida porque trabalho em uma Casa que é conhecida pelos delitos de alguns senadores. Eu não estou roubando, eu não estou matando, eu estudei muito e passei em um concurso público, sigo estudando e realizo meu trabalho. Eu sou pontual, não tenho faltas, pode me procurar e eu estarei lá. Eu só quero que as pessoas reconheçam a dignidade de um servidor do Senado Federal, como eu.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Despedida ao Encantador - Parte I

Meu bem, guarde estas linhas
Originais, de minha autoria
Para lê-las quando triste
É um bem que eu lhe faria

Quando quiser conversar comigo
E não puder ouvir minha voz
Leia nas entrelinhas
Será como se estivéssemos a sós

Mas não judie de mim
Me deixando sem notícias
Que eu me esqueço dos seus beijos
Seu abraço, suas carícias

Eu não quero que você vá
Mas não posso lhe impedir
Se lá é melhor que aqui
Tenho que aceitar você ir

Mas uma coisa eu lhe exijo
Para lhe deixar em paz, enfim
Me prometa que jamais
Se esquecerá de mim.

Despedida ao Encantador - Parte II

Encantador, enquanto a dor não passa
O que eu posso fazer é olhar a porta
E esperar que você passe com seu traje
Que eu adoro, por sinal
E dar o sorriso que eu espero
E esperarei todos os dias
Pelos próximos 30 anos
Ou quem sabe 29 se a sorte for tão grande
E falar aquelas coisas que só você
Que me deixa sem graça
E querendo fazer coisas que me fazem corar

Encantador
Se não fosses tão real
Ainda assim me apaixonaria por ti
Por tuas palavras e acordes
E melodias que terei só pra mim
Pois egoísta que sou
Guardo só pra mim minha dor
E meus filmes desbotados de tanto te ver
Condenado a ser no meu sonho
O meu encantador
Que canta a minha dor.

A temida escolha de palavras

Uma folha de papel é o que basta para preencher o vazio de um lugar recém vago Nele pode ser escrito desde o convidativo "bem vindo" até o intimidador " não sente". A verdade é que, de certa forma, todos são substituíveis e insubstituíveis ao mesmo tempo, tudo depende do que seja o foco.

Eu queria saber escrever... de verdade, e não apena despejar palavras sobre a folha branca. Queria saber criar versos, falar bonito e simples, que nem o Chico Buarque. Mas acho que não sou eu quem escolhe as palavras, elas que escolhem o poeta que lhes convêm. E o que eu queria dizer é o que me foge, é o que eu não consigo escrever. Mal consigo gaguejar, que dirá trovar.

Tem palavras que são perigosas quando escritas, e eu não ouso nem dizê-las em público, para não causar uma má impressão. Deve ser por isso que existem as entrelinhas.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O celular (Parte I)

Meu maior delito não foi ter roubado aquele celular, mas sim ter me atrevido a espiar os segredos do seu antigo dono.

Foi em uma festa. Eu já tinha tomado umas tequilas, então já não estava bem ciente das minhas transgressões. Nunca roubei por necessidade. Era mais um desafio, uma aventura, tomar algo precioso de alguém. E eu vi aquele garoto novinho, tímido, de bobeira no canto do salão. Cheguei nele sem rodeios e tasquei um beijo. Ele ficou doido, provavelmente nunca tinha beijado ninguém na vida. Continuamos a nos beijar, e, entre uma carícia mais ousada e outra, senti um objeto retangular e fino no seu bolso direito.

Seria aquilo que eu estava pensando, mesmo? Fui subindo minha mãos aos poucos pelo bolso do menino, peguei o objeto, e de canto de olho, constatei que era mesmo o que eu pensava: um iPhone novinho, ali na minha mão. Não pensei duas vezes, enquanto eu colocava minha outra mão no traseiro dele, pus o mimo na minha bolsa. Acho que aquele rapaz nunca achou tão bom na vida ser roubado.

Cheguei em casa tão cansada que nem consegui brincar com meu novo troféu. Caí na cama e tive um sonho esquisito, com um avião caindo em cima da boate em que eu estava e incendiando todo o lugar, uma correria, loucura total. Até hoje não sei se aquele sonho quis dizer alguma coisa sobre a minha travessura, vai saber o que o nosso inconsciente acha das nossas perversões.

Domingo, acordei bem cedo. Não devia ser mais do que 7 e 15 da manhã. Eu tenho o estranho hábito de dormir pouco quando bebo. Peguei o brinquedinho e comecei a desbravá-lo. Comecei pelas músicas: Mika, Thelma & Selma, Scissor Sisters, Lady Gaga. Merda, bulinei um viado. Era por isso que ele estava tão acuado naquela festa ontem, não podia sair do armário. Esses adolescentes reprimidos, só fazem eu perder meu tempo.

Vamos às fotos. Hum, festinha, festinha, amiga, amiga, amiga, namorado enrustido, peguete, mais amigas, meninas tirando a roupa, gente pelada pulando na piscina, boquete, boquete, punheta... cacete! Subestimei o moleque. Esses pervertidinhos, a coisa tá ficando interessante. Vamos ver outra pasta. Esta aqui, boate Plax. Mulher pegando nos peitos de outra mulher, mulher sendo comida por um cara no banheiro, punheta, punheta, putaria, mais putaria. Quer dizer então que ele gosta de tirar fotos obscenas, hein?

Deixei para mais tarde as outras pastas e voltei a procurar por mais informações no celular daquele que começou a se tornar um personagem extraordinário na minha imaginação. Quem seria aquele menino, que não aparentava ter mais do que 16 anos? Tarado, promíscuo, ou apenas voyeur? Comecei a tecer tramas e mais tramas sobre o passado desse garoto. Qual é o nome dele, onde ele mora? O que ele faz com essas fotos? Será que existe um computador com mais desse material? Será que ele é um produtor de filmes pornôs, será membro de uma organização pedófila?